A NVIDIA voltou ao centro das discussões sobre inteligência artificial nos games após declarações de seu CEO, Jensen Huang, durante um evento recente. O executivo respondeu diretamente às críticas envolvendo o DLSS 5, tecnologia que tem gerado debate na comunidade. Segundo ele, há uma interpretação equivocada sobre como o recurso realmente funciona dentro dos jogos.
Durante a sessão de perguntas e respostas, Huang foi direto ao comentar a reação negativa. Para o CEO, as críticas partem de uma compreensão limitada da proposta da tecnologia. Ele reforçou que o DLSS 5 não deve ser tratado como um simples recurso visual adicional, mas como uma evolução na forma como gráficos são gerados.
DLSS 5 aposta em controle criativo com IA generativa
Huang explicou que o DLSS 5 combina inteligência artificial generativa com elementos fundamentais da construção gráfica, como geometria e texturas. Segundo ele, a tecnologia permite um nível de controle mais profundo por parte dos desenvolvedores, indo além de técnicas tradicionais de pós-processamento aplicadas quadro a quadro.
“ O motivo é simples: eles estão completamente errados. O DLSS 5 une o controle de geometria, texturas e outros elementos do jogo com IA generativa, permitindo ajustes diretos no nível estrutural da imagem”
Afirmou o executivo ao detalhar a proposta.
Além da NVIDIA, estúdios também comentaram o assunto. A Bethesda destacou que a tecnologia ainda está em estágio inicial e que os ajustes finais dependerão das equipes artísticas. Segundo a empresa, o uso do DLSS 5 será opcional e totalmente controlado pelos desenvolvedores, garantindo flexibilidade na implementação.
Por outro lado, relatos indicam que alguns estúdios foram surpreendidos pelo anúncio. Desenvolvedores ligados a empresas como Ubisoft e CAPCOM afirmaram que souberam da tecnologia ao mesmo tempo que o público. Internamente, há preocupações sobre o impacto do uso de IA generativa, especialmente em empresas historicamente cautelosas com esse tipo de abordagem.
Fonte: insider-gaming