A Nvidia iniciou um novo corte em sua linha de GPUs com o encerramento da produção da GeForce RTX 5070 Ti. A informação surgiu a partir de declarações atribuídas à Asus, uma de suas principais parceiras, e evidencia os impactos diretos da crise global de memória sobre o mercado de PCs e componentes.
Além da RTX 5070 Ti, a GeForce RTX 5060 Ti também estaria próxima de atingir o fim do ciclo de fabricação. Os dois modelos utilizam memória GDDR7 de 16 GB, componente que se tornou caro e escasso, pressionando custos e reduzindo a viabilidade de GPUs intermediárias no portfólio da empresa.
O cenário é agravado pela alta generalizada nos preços de RAM e pela limitação da oferta global, forçando fabricantes a reverem estratégias. Para a Nvidia, manter placas com grande volume de memória tornou-se menos sustentável diante do atual contexto econômico e industrial.
Decisão da Nvidia afeta preços e disponibilidade
Segundo os relatos, a Asus já não produz mais unidades da RTX 5070 Ti, movimento que começa a se refletir no varejo. Em diversas lojas, os modelos restantes aparecem esgotados ou com valores elevados, enquanto versões de outras marcas seguem disponíveis, porém acima do preço sugerido.
A Nvidia deve redirecionar os chips GDDR7 restantes para modelos mais caros, como a RTX 5080, concentrando esforços em produtos de maior margem. Essa mudança reduz a oferta de GPUs com 16 GB em faixas intermediárias, afetando diretamente consumidores que buscam custo-benefício no PC.
Apesar do impacto, ainda existem alternativas no mercado. Fabricantes concorrentes mantêm opções com maior quantidade de memória em preços mais acessíveis, enquanto a Nvidia aposta em modelos com menos VRAM para conter custos e manter competitividade.
A expectativa é que os reflexos dessa decisão se estendam ao longo de 2026, com oferta limitada e preços elevados. Nesse cenário, placas como a GeForce RTX 5070 Ti e a GeForce RTX 5060 Ti se tornam símbolos claros dos efeitos da crise de memória no setor.
Fonte: gamerant